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domingo, 15 de abril de 2018

Um ano depois do suicídio da jovem Thalia, que acusou o pai de abusá-la no Maranhão, nenhuma providência

No dia 14 de abril de 2017, às 22h53, o Blog publicava o suicídio da adolescente Thalia Mendes Meireles, 16 anos, que recorreu ao gesto extremo na sua residência, em Monção, por enforcamento. A morte chocou a cidade, amigos, e deixou muitos apreensivos com a carta em que ela escreveu um dia antes da morte. E acusou a causa que levou ao suicídio: os pais. A mãe pela negligência e falta de carinho e o pais por abusá-la sexualmente desde aos 12 anos.
A morta da adolescente chegou a ser atribuída ao “Jogo da Baleia Azul”, que consiste em um jogo com regras de automutilação, com desafios mortais, cujo objetivo é levar o participante ao suicídio.
A carta redigida por ela, no entanto, ao que parece, não teve grande importância. Tanto que o pai acusado pela adolescente não sofreu nenhuma investigação, até onde o blog foi informado.
Existe uma Página no Facebook (clique aqui) em que milhares de pessoas se juntaram e pedem até hoje justiça. Reclamam ao fato de que não houve perícia e a carta não foi levada à sério.
Em conversa com um dos maiores psiquiatras do Maranhão e do Brasil, ele disse que a depressão é a porta e entrada para o suicídio e que quem tira a própria vida normalmente está se vingando de alguém. Foi o caso de Thalia e outros que cometeram o gesto, querendo mostrar o sofrimento imposto por alguém ou alguma causa.
 A jornalista e psicanalista Paula Fontenelle, que teve um pai suicida, escreveu um livro sobre suicídio. Para ela, “quem quer se matar não quer terminar com a vida; quer terminar com a dor”. A dor do sofrimento que vive, a dor do constrangimento que passa.
Para um dos maiores filósofos do mundo, Friedrich Nietzsche ” a ideia do suicídio é vista como uma grande consolação, ajuda a suportar noites ruins”.
Leia no Blog do Luís Cardoso. 

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