terça-feira, 12 de setembro de 2017

LUÍZA ROCHA REALIZA EM CAXIAS EVENTO PARA A PREVENÇÃO AO SUICÍDIO.





O mês de setembro, nos últimos quatro anos, está sendo escolhido como o Mês Internacional de Combate ao Suicídio. Um trabalho que teve a idealização e iniciativa da ex-prefeita de São João do Sóter, Luíza Rocha, voltado para essa questão, foi realizado nesta terça-feira, 12 de setembro, no auditório da FAI (Faculdade do Vale do Itapecuru), no centro de Caxias. O I Workshop de Políticas Para Prevenção e Combate ao Suicídio, para ser feito, teve a colaboração da Fundação Bastos e da Prefeitura de São João do Sóter. Também recebeu o apoio da FAI/ISEC, educadores e profissionais de saúde.

O fato de receber a denominação de Setembro Amarelo, segundo o Dr. Marcelo Amorim, um dos palestrantes do Workshop, deve-se ao fato de que, nos Estados Unidos, um jovem chamado Mike Emme cometeu suicídio enquanto dirigia um carro de cor amarela.

Os trabalhos de prevenção ao suicídio foram iniciados em 2014 pela IASP (Associação Internacional Para a Prevenção do Suicídio). Essas medidas foram trazidas ao Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Conselho Federal de Medicina e Centro de Valorização da Vida (CVV).
Entre os presentes estavam o ex-prefeito de Aldeias Altas, Benedito Tinoco; as secretárias Julinha Magalhães; Edna Rocha (Assistência Social) e Maria José Evangelista (CRAS). Estudantes da Escola Dias Carneiro e de outras instituições de ensino, além de professores, também compareceram.

A mesa foi composta por Luiza Rocha; Natália Reis( psicopedagoga e gerente da Fundação Bastos, onde funciona o SERCRIIA – Serviço Especializado do Centro de Referência de Integração e Inclusão de Autistas); Demontie Venuto (Assistente Social especialista em Gestão Social e Políticas Públicas); Nailde Soares ( Assistente Social e Psicopedagoga) e Antônio Soares (Psicólogo).

Luíza Rocha foi a primeira a se pronunciar: “A cada dia nos preocupamos menos com os outros. Temos que lembrar que lidamos com o homem, com o ser humano. Caxias viveu no 1º semestre deste ano a grave situação de vários suicídios. Me senti motivada a tratar sobre isso; uma necessidade de falar sobre o tema”. Ela citou o trecho de uma obra que se encaixa nessa situação: “O livro diz que ‘a humanidade caminha para isso’”. Nós não temos como substituir a vida. Diante disso, muitos decidem pôr fim à própria vida. A pessoa não tem mais motivos para viver”.

Duas palestras foram feitas pela manhã. A primeira, feita pelo psicólogo Antônio Soares Júnior, além de dados, tratou da necessidade de nos amarmos mais “As pessoas buscam uma imagem perfeita. A vida tem altos e baixos, isso é normal. É preciso passar pelo momento de dor, senão nos tornamos muito vulneráveis. Devemos nos preocupar com a grave questão do suicídio, isso não deve ser silenciado. Vários fatores levam ao silêncio e o principal é a desinformação”.

Ele continuou: “Em 2014 foram registrados no Brasil 30 mil homicídios e 3 mil suicídios. Por causa dessa diferença de números, as políticas públicas para tratar suicídio se esvaziam, como se o fato de tirar a própria vida fosse algo menor quando comparado a um assassinato. Em Caxias, em 2016, foram 16 casos de suicídio; em 2017, mais de 17 casos até agora. Quanto ao número de homicídios, foram 24 casos até este mês de setembro. A situação é séria”.

O outro palestrante foi o psiquiatra Marcelo Amorim Lopes. Ele apresentou várias dados, entre eles, o de que a mulher tenta cometer suicídio mais vezes que o homem, mas este consegue realizar mais o ato.

Ao meio-dia foi feito um intervalo. Para a tarde estava programada a realização de quatro oficinas: 1- A Valorização da Vida na Prevenção do Suicídio; 2- O Papel da Sociedade no dia a dia e os Efeitos frente ao Suicídio; 3- Consciência Corporal e Qualidade de Vida; 4- Comportamentos Autodestrutivos, orientações que podem ajudar.

Havia um certificado para os inscritos para ser entregue no encerramento do Workshop.

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